26/03/2009

Gastronomia Tradicional no Ciclo Cultural da UTAD

“Em casa cheia, depressa se faz a ceia”
“Carne d’hoije, pan d’onte i bino d’outro anho fáien un home sano”

A gastronomia tradicional faz parte do património imaterial de um povo. Os saberes ancestrais passados de geração em geração tornaram-se rituais celebrizados afeiçoados ao ciclo temporal. No inverno, a matança do porco e a caça enche a casa transmontana; na Primavera, as flores e as plantas silvestres propiciam uma culinária fresca e perfumada; no Verão, os frutos e legumes multicolores alegram e embelezam a mesa; no Outono, as colheitas e as vindimas tornam os repastos autênticos festejos.

O Ciclo Cultural da UTAD convidou uma guardiã dos saberes gastronómicos mirandeses ‑ a Dr.ª Fernanda Chumbo ‑ gastrónoma exímia e produtora artesanal de compotas e licores, a vir fazer uma palestra sobre a “Gastronomia Tradicional da Terra de Miranda”.

Todos os seus manjares são preparados com os produtos naturais e biológicos: uns nascidos espontaneamente nos campos do Planalto, outros produzidos artesanalmente pelas mãos mirandesas.

A mencionada palestra terá lugar, no próximo dia 1 de Abril, pelas 10h, no Anfiteatro 1.14 do Complexo Pedagógico, no Departamento de Letras, Artes e Comunicação da UTAD.

Se gostas de gastronomia tradicional, vem aprender a fazer a “bola doce mirandesa”, licor de medronho e compota de amora…

Texto: Olinda Santana
Foto: Bola Doce Mirandesa, por Telma Silva

23/03/2009

As identidades dos jovens da Cova da Moura em explanação na UTAD

A professora Cláudia Vaz, do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, da Universidade Técnica de Lisboa, marcou presença no Complexo pedagógico da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, onde expôs a sua tese intitulada “As identidades múltiplas de jovens da Cova da Moura”.

Cláudia Vaz realizou um trabalho de campo entre 2004 e 2008, no âmbito do seu trabalho em Ciências Sociais, na especialidade de Antropologia. O “fascínio pela identidade” foi um factor preponderante para a escolha deste trabalho. “Durante o doutoramento tive oportunidade de ir para a Cova da Moura realizar o meu trabalho, e portanto não hesitei em fazê-lo, já que considero o bairro em questão um laboratório social de excelência”, referiu.

Esta foi, de resto, mais uma palestra organizada pelo Ciclo Cultural da UTAD, a cargo da docente Olinda Santana, e que trará, no próximo dia 31 de Março, o etnomusicólogo Mário Correia, para uma conferência subordinada ao tema da música tradicional.

Filipe Ribeiro
em Notícias de Vila Real

19/03/2009

O etnomusicólogo, Mário Correia, no Ciclo Cultural da UTAD

Mário Correia fundador do Centro de Música Tradicional “Sons da Terra”, em Sendim e da editora e produtora musical com o mesmo nome – é, de igual modo, o mentor e organizador do “Festival Intercéltico de Sendim”, que terá a 10.ª edição no próximo início de Agosto.

É um etnomusicólogo herdeiro do corso Michel Giacometti, pois ouve como ninguém os “ritmos e as melodias ancestrais” das gentes nordestinas. Recolhe, há vários anos, os “tesouros musicais” da Terra de Miranda, registando e dando a conhecer a tradição musical oral que, sem o seu labor e empenho, se arriscava a desaparecer. Graças à sua investigação, uma parte significativa da musicologia transmontana está preservada, registada em suporte fiável e a ser divulgada.

O Centro Sons da Terra guarda um acervo apreciável de música autóctone e tradicional, sendo igualmente um centro de investigação e estudo aberto a todos aqueles que se interessam pela música tradicional.

Mário Correia estará no Ciclo Cultural da UTAD no Departamento de Letras, Artes e Comunicação, no Complexo Pedagógico, no próximo dia 31 de Março, pelas 14h e 15m, para proferir uma conferência sobre “Música Tradicional” e para inaugurar uma Exposição Fotográfica do Centro Sons da Terra sobre os “Gaiteiros da Terra de Miranda”, pelas 16h e 30m. Todos estão convidados a ouvir o etnomusicólogo, Mário Correia, e a conhecer os sons da Terra nordestina.

Olinda Santana

17/03/2009

Visita ao Centro de Música Tradicional "Sons da Terra" de Mário Correia




Legendas: Visita dos organizadores do Ciclo Cultural ao Centro de Música Tradicional "Sons da Terra", 21 de Fevereiro de 2009.
Fotos por: Filipe Ribeiro

12/03/2009

As identidades múltiplas de jovens da Cova da Moura

No próximo dia 23 de Março de 2009, pelas 14h e 15m, no Auditório 1.10 do Departamento de Letras, Artes e Comunicação, a Professora Doutora Cláudia Vaz do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa proferirá uma comunicação intitulada: “As identidades múltiplas de jovens da Cova da Moura. Reflexão teórico-prática”.

A referida comunicação “resulta do trabalho de campo realizado no bairro do Alto da Cova da Moura, entre 2004-2008, no âmbito da tese de doutoramento em ciências sociais na especialidade de antropologia.

Tratar as questões da identidade não é tarefa fácil. Tudo é, afinal, identidade. Trata-se de um conceito transversal a tantos outros conceitos e a tantas outras áreas do conhecimento. O conceito de identidade aqui apresentado foi construído para explicar as identidades múltiplas de jovens da Cova da Moura. O que não significa que a sua aplicabilidade esteja reduzida a este terreno. Ainda que possa ser útil como instrumento de análise de realidades similares, julgo que o seu maior contributo assenta precisamente na lógica inerente à sua construção (construído a partir da realidade empírica e não o contrário).

Os autores e as abordagens analíticas utilizados foram escolhidos à medida que a realidade empírica se ia tornando mais compreensível. Não foi, portanto, nem uma opção apriorística, nem tomada a posteriori. Foi, sim, uma opção resultante de movimentos espirais entre dois campos: o teórico e o empírico.

No fundo, este jogo entre a teoria e o terreno acaba por funcionar como um jogo de espelhos: cada um destes mundos é o que é pelos elementos que contém em si. No entanto, a sua raison d’être reside na imagem do outro reflectida em si. Ambos contêm em si o outro.

O objectivo desta comunicação é, assim, o de estimular a reflexão em torno das inúmeras tomadas de decisões teórico-práticas que se impuseram durante a realização de Kova-M forever: samplagens da zona”. Resumo redigido pela Professora Cláudia Vaz.

Legenda da fotografia: A Professora Cláudia Vaz com alguns jovens da Cova da Moura