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17/06/2025

Pegadas do sagrado na paisagem cultural da freguesia de Gosende (Castro Daire)

A autora Maria Olinda Rodrigues Santana publicou recentemente mais uma obra, desta vez, sobre o sagrado na freguesia de Gosende no município de Castro Daire.

Trata-se da terceira investigação sobre um pequeno território localizado no interior de Portugal.

Nesta investigação, foi analisada a temática da paisagem cultural sagrada na mencionada freguesia, uma pequena localidade rural, situada no concelho de Castro Daire, no distrito de Viseu, na NUTS III – Viseu – Dão – Lafões e na NUTS II – Centro.

Consulte sumário da obra:

Sumário

 

Introdução / 5

 

Capítulo 1 / 7

1. Breve contextualização / 9

2. Enquadramento geográfico e administrativo da freguesia de Gosende / 13

 

Capítulo 2 / 19

1. A paisagem cultural sagrada / 21

2. As ermidas na freguesia de Gosende /27

2.1 Breve caraterização histórico-artística de cada ermida / 33

3. Cruzes na freguesia de Gosende / 51

3.1 Cruzes na arquitetura religiosa / 54

3.2 Cruzeiros / 61

3.3 Cruzes na arquitetura popular / 68

3.3.1 As alminhas / 70

 

Capítulo 3 / 95

1. A oração como parte do património histórico-cultural da igreja católica / 97

 

Considerações finais / 115

 

 

Referências bibliográficas / 117

Índice de mapas / 121

Nota biográfica da autora / 122

 

Para qualquer assunto enviar email à autora: osantana@utad.pt

 


13/12/2020

Diários Duma Portuense: Diário 2: Turiperegrinação a Lourdes (1958)

 

O segundo e-livro da coleção de Diários Duma Portuense recentemente iniciada está a ser difundido pela Revista internacional Pasos. 

Neste segundo e-livro, intitulado Diário 2: Turiperegrinação a Lourdes (1958), a autora, Olinda Santana, docente e investigadora na UTAD e no CETRAD, edita o manuscrito original e estuda numa perspetiva interdisciplinar (histórica, linguística, turística) mais um diário do Arquivo Pessoal de Maria Irma Nunes de Sousa (1910-1989), uma portuense culta e viajada que eternizou em diários as suas viagens realizadas pelo país e pela Europa durante mais de 4 décadas.

 


 

O citado e-livro pode ser descarregado, gratuitamente, no endereço http://www.pasosonline.org/Publicados/pasos_difunde/PS_DIF_2020_3.pdf

Boas leituras!

19/12/2019

Para Uma História do Turismo no Douro


Capa Para Uma história do Turismo no Douro
No âmbito do projeto DOUROTUR, uma equipa multidisciplinar da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro juntou-se para refletir sobre a NUTS III - Douro de forma inovadora. As cinco investigadoras dispuseram-se a construir conhecimento sobre a história do turismo no Douro. Em Portugal, esta temática encontra-se ainda numa fase embrionária. Este livro pretende iniciar o preenchimento dessa lacuna de saber, centralizando-se numa região com enorme potencial turístico, até há bem pouco tempo, surpreendentemente subaproveitado. Um dos fulcrais resultados do exercício duma contínua reflexão ao longo de três anos foi precisamente este: a imagem do Douro como destino de sucesso foi impulsionada pelo reconhecimento à escala global do Alto Douro Vinhateiro a Património da Humanidade pela UNESCO, em 2001, encontrando-se, porém, em nítido contraste com as imagens construídas sobre o Douro durante séculos. 
   
Num passado longínquo e até finais do século XX, o Douro foi essencialmente um mosaico de terras de montanha encaixado num rio intrépido, uma região de penoso acesso, estremada do resto do país, apenas ligada, durante séculos, ao Porto e a Gaia, os locais exportadores do vinho generoso. Esta situação geográfica isolada foi desfavorável ao seu desenvolvimento demográfico, social e económico, tendo marcado demoradamente toda a sua história.

O Douro hoje tem um rio totalmente navegável, boas autoestradas, um aeroporto, um grande porto de cruzeiros e até um conjunto de heliportos, na sua proximidade. Na verdade, já está muito longe do território estudado, numa perspetiva diacrónica, numa grande parte do presente trabalho. 
Os oito capítulos apresentados são olhares complementares que procuram, ao longo da investigação realizada, conhecer melhor o passado escondido do território. Embora as investigadoras tenham tido dificuldades em encontrar fontes antigas para comprovar as suas hipóteses iniciais, conseguiram-no. Daí que ousem apelidar de “visitantes” os homens pré-históricos em trânsito pelo Douro. Descrevem, numa perspetiva histórica, o leque crescente das vias e meios de transporte no território. Apresentam os tipos de turismo que patenteiam uma história mais longa no Douro. Seguem, de igual forma, os olhares “prosaicos” e “poéticos” traçados sobre a região ao longo dos tempos. Todavia, não ficaram pelo estudo do passado, tiveram o cuidado de olhar para o futuro, realçando o que pode tornar ainda mais distintivo o destino: o melhor aproveitamento ambiental e turístico dos equipamentos de educação para o ambiente, bem como a implementação de tipos de turismo emergentes.
Este livro pretende aprofundar conhecimentos sobre a história do turismo na NUTS III – Douro, destino turístico de eleição, com a formulação de propostas para um desenvolvimento social, económico e ambientalmente sustentável.

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15/05/2011

Apresentação das obras "descravidades" de Bruno Resende e "azimute" de Fátima Vale

Decorrerá no próximo dia 25 de maio, pelas 16.30 horas, no espaço do Ciclo Cultural da UTAD, átrio do Complexo Pedagógico da UTAD, a apresentação dos livros "Descravidades" de Bruno Miguel Resende e "Azimute" de Fátima Vale. O evento contará com performances do grupo Spabilados – Teatro Hedonista.

O livro "Descravidades" contém quatro peças de teatro ritual que fundem a poética de fábulas com o teatro do absurdo, ousando inovar no panorama português da dramaturgia contemporânea pela sua literal biodiversidade. Este será o quarto livro de Bruno Miguel Resende.
Em simultâneo, será apresentado o primeiro livro da actriz Fátima Vale, "Azimute", obra poética que funde o fulgor da experiência de 16 anos de carreira de palco com a simplicidade da busca das raízes nas suas estruturações antropomórficas.



Em iniciativa inovadora, o grupo Spabilados – Teatro Hedonista pretende, para além da apresentação das obras literárias, demonstrar a unidade artística entre escrita e interpretação inerente em potência a cada indivíduo, e enriquecer o Ciclo Cultural da UTAD com multidisciplinaridades culturais dinâmicas mostradas ao público académico.

"Atirarei janelas pela parede! São as ansiedades nos estilhaços graníticos que reconstroem a estatuária da genética implodida. E perdidas, as hélices sacodem o vento da lua. Os pinheiros eclodidos no aborto de uma fábrica de folhas de eucalipto falham aterragens na asa do milhafre. E a chuva que deriva para as plasmoses? Chove seca. Já não crescem ervas daninhas pelas palmas dos pés. Pois era uma plateia que as batia. Mas a outra asa não voa. Nem aterra. Circulatória sem o suspenso." excerto de "Descravidades"

"queria-te como aos frutos / dando cor à casa / e comer-te no momento da fome / queria-te lobo / e eu loba no cimo do monte / livres como a lua / o uivo ejacularia estrelas / queria-te agora / montanha de desejo / raposa poema / um animal nunca está só" excerto de "Azimute"